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quarta-feira, 10 de agosto de 2011

DIA 1 - Nas ruas e mulher não dirige

Totalmente entretida com um brinquedinho novo que eu não sei mexer ainda (um iphone) e aproveitando uma torre de tomadas para carrega-lo, tenho a impressão de ouvir alguém me chamar, bem baixinho.

- Ih, acho que estou ouvindo vozes... – pensei, quando ouvi melhor:

- "Tatiana Nunes, última chamada para embarque imediato. Portão 14..."

Arranquei o iphone da tomada, puxei a mala e saí correndo. Lá vinha uma funcionária da companhia aérea gritando pela escada:

- "Tatiana Nunes, Tatiana Nunes..."

Não fiquei com mais vergonha porque ela não me chamou de Notaro. Aí era muito na cara.

Esperei a van vir me buscar e vi de longe um avião grandão de rabo vermelho com uma palanca pintada. Palanca é um antílope que só existe aqui, segundo meu pai, um dos símbolos de Angola e símbolo também da TAAG, a Linhas Aéreas de Angola.

Eu sou péssima pra me ligar nas coisas. Quando a passagem chegou e eu vi que a previsão era o avião aterrissar em Luanda às 4h e pouca da manhã, não computei que seria horário local. Ou seja, no Brasil, à 1h e pouca. Via a aeronave se aproximando do continente, pelo monitor, olhava pro relógio, e não entendia nada. Mas tudo bem. Foi mais rápido do que eu pensava...

O aeroporto de Luanda é pequeno e nem fica muito longe da casa do meu pai. A primeira coisa que me surpreendeu é que fui "reconhecida" pelo angolano -  finalmente, o senhor José Castelo: "és a cara do teu papá", ele me disse, simpático. A segunda surpresa é que aqui tem Igreja Universal do Reino de Deus.

Nada além pelas ruas, às 4h e pouca da manhã...

No meu primeiro dia aqui, não vi muita coisa. Meu pai me avisou que, por norma da empresa onde ele trabalha, mulher não dirige (!!) – “para evitar problemas no trânsito, porque o povo daqui é meio ‘arisco’” e tal... Não gostei nada disso. Inclusive, também não posso andar a pé, mas ele me prometeu que amanhã vai me mandar no centro da cidade pra ver umas coisas. Com motorista.

Por enquanto, só conheço o bairro onde ele mora, num lado mais organizado da cidade, onde fica o único shopping de Luanda (não lembro o nome agora) e onde há muitos condomínios novos de casas. Aguardando a programação deslanchar, antes que eu surte e pegue um ônibus de linha...

IMAGENS DO DIA (clica pra ver a foto maiorzinha)

Nas ruas. Eu gostei das placas dos carros...

Um baobá bem enorme, dentro de um dos condomínios de casas aqui em Luanda


O baobá, que chamam aqui de embondeiro

Olha só quanta cor. É um condomínio de casas recém entregue aqui

Caminhando na rua...

Pequeno comércio informal

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Na sala de embarque

Já em São Paulo, fico com preguiça só de imaginar que ainda faltam 12 horas pra chegar em Luanda. Por enquanto, to rezando pra não ter nenhuma criança ao meu lado no vôo. Alias, melhor nem pensar muito nisso. Sempre acontece. Eu tenho sorte com vizinhos inconvenientes.

Estava observando dois cidadãos sentados aqui na
minha frente. Parecem muçulmanos e lêem pronunciando algo que me parece uma bíblia

Por ora, tudo na paz. Ainda não tive que dizer que estou indo visitar o senhor José Castelo.

Er... Ainda faltam duas horas pro embarque.