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domingo, 7 de agosto de 2011

MALAS - Uma missão (quase) impossível

Pra mim, essa é pior etapa de qualquer viagem. Arrumar mala é um exercício de paciência e como eu tenho sempre medo de esquecer alguma coisa, a montanha de tralha quase não cabe no espaço restrito.

Acho que esqueço que dois corpos não ocupam o mesmo lugar no espaço (sem frase).

Fiz uma lista de pendências antes de passar o cadeado na mala. É o que falta para começar o trajeto até Luanda. Aliás, saindo daqui amanhã, às 8h55, com uma conexão em São Paulo, só chego na capital angolana às 4h e pouca da manhã da terça. Preguiça só de pensar. Vou aproveitar as quatro horas que terei que esperar antes do embarque pra agilizar a monografia da pós (cof).

Essa semana, recebi o roteiro de viagem da agência que atende a empresa onde meu pai trabalha. Mandaram-me anotar o nome, telefone e endereço da pessoa que vai me buscar no aeroporto, caso precise prestar esclarecimentos ao serviço de imigração africano. E recomendaram: "não mostre o papel".

Medo

sábado, 6 de agosto de 2011

Oficiosamente de férias

Hoje cumpri meu último expediente pré-férias na Folha e já sai da redação pra comprar repelente. Foi a grande recomendação que a minha chefe, Lorena, fez ao autorizar a minha primeira fração de férias. Também contra mosquitos, tomei vacina de febre amarela. E como as coisas não podem deixar de ser divertidas, essa exigência da Agência de Vigilância Sanitária, condição para viajar à África, foi devidamente cumprida na Policlínica Lessa de Andrade. E como todas as etapas dessas férias têm obrigação de ser diferentes, apareci por lá em pleno último dia de vacinação contra sarampo. A fila de crianças já era do tipo "indiana". e quilométrica, com direito a gritaria e choro. E elas choravam. Duas horas depois, saí segurando o algodão no braço esquerdo e a carteira de vacinção, já devidamente imunizada.

Meu pai acabou de me mandar um e-mail meio contraditório:

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De: Marcos Nunes

Minha filha, 
traga sua máquina fotográfica.
Aliás, não saia tirando fotos, pois ainda há um "ranço" da época em que o país era comunista.

Beijo, seu pai
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Confesso que fiquei confusa.

Bem, hora de voltar pras malas. Assim mesmo, no plural.